Nascido na véspera do futuro, De que me adianta o brilho Néon do engano Se não consigo evitar a calvície De meus sonhos? Das cavernas, A angústia me consome. Da pedra lascada À Internet, Nada mudou. Nos cromossomos Somos os mesmos: Pânico diluído nos gens. Se a cabala fala, O que me cala é o medo Que meço a polegadas No tic-tac de meus dias.
sábado, 4 de janeiro de 2025
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
A CAMINHO DE ONDE?
segunda-feira, 12 de agosto de 2024
O AUTOR POR ELE MESMO
Sou natural de Ivolândia-GO, nascido aos 28 de fevereiro de 1959, residente no município de Aparecida de Goiânia há mais de quatro décadas.
Sou formado em Saneamento pela Escola Técnica Federal de Goiás, profissão que nunca exerci; Trabalhei como Técnico em análises clínicas, na rede particular, por mais de 25 anos, sendo que por cinco anos, simultaneamente, também trabalhei na Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, aprovado em concurso público;
Cursei Licenciatura em letras pela Universidade Federal de Goiás, concluindo a graduação em 2003, e após aprovação em concurso Público da Secretaria Estadual de Educação, exerci o magistério como professor de português e literatura;
Em 2005 pedi exoneração da Secretaria de Educação e ingressei na Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil, após aprovação em novo concurso público, função que exerci até agosto de 2023, quando me aposentei.
A poesia aconteceu em minha vida quando eu ainda era adolescente, por volta dos quatorze anos de idade e ela nunca mais foi embora. Já adulto e sexagenário, também descobri a fotografia como forma de manifestação poética e, desde então, tenho me dedicado à poesia e fotografia como meio de espantar fantasmas e colher paisagens com os olhos.
Sou acadêmico fundador da Academia Aparecidense de Leras (AAL) e ocupo a cadeira de número 04, cujo patrono é o poeta Pio Vargas.
Publiquei quatro livros de poemas:
Vida Abundante. Poesia e Teatro, Goiânia: 1987. Ed. Bandeirante.
Abissal absurdo. Poemas, Goiânia: 1990. Ed. Bandeirante.
Ciclo do Nada. Poemas, Goiânia: 1996. Ed. Pirineus.
Sob o signo de Eros, Aparecida de Goiânia: 2007. Academia Aparecidense de Letras. Coleção Serra das Areias, volume 2.
Sou verbete no Dicionário do Escritor Goiano. TELES, José Mendonça Teles: Kelps, 2000. página 30 e no Dicionário Bibliográfico de Goiás, MARTINS, Mário Ribeiro. Rio de Janeiro: Máster, 1999, página 76.
Participei das seguintes antologias poéticas:
A nova poesia brasileira – Vol. III. Shogun Editora, 1983, Rio de Janeiro-RJ.
Escritores Brasileiros – Crisális Editora, 1985, Rio de Janeiro-RJ.
Palavra descalça – Edições Muiriquitã – Grafen Editora, 1987, Encantado-RS.
Lauréis – Volume III – João Scortecci Editora, 1988, São Paulo-SP.
Revista da UBE-GO nº 2 – Editora Kelps, 1982, Goiânia-GO.
Chuva de Poesia – Editora Kelps, 1992, Goiânia-GO.
Principais premiações e participações literárias:
- VI Concurso Ubirajara Galli de Poesia falada, cidade de Pires do Rio-Goiás. Melhor texto com o poema Poesia de vida fácil. 1990.
- Exposição Poesia no Plástico – Mostra de poemas de 43 poetas goianos, associados da UBE-GO, feita em plástico especial ligth-day, com exposição em Goiânia e Havana-Cuba. 1992;
- Poesia na Tela – Exposição de 15 poemas de autores goianos, ilustrados pelo artista plástico Elifas, em telas de 1X1,5 metros, na técnica acrílica sobre tela, no Museu de Arte de Goiânia. (outubro/1993);
- Concurso Troféu Ipê – 1980 – promovido pela Fundação Faculdade de Filosofia da cidade de Goiás, menção honrosa com o poema INUTILIDADES;
- 1º lugar no concurso Gremi/1980, realizado na cidade de Inhumas – Goiás, com o poema POESIA;
- 3º lugar no GREMI/1981, com o poema LAMENTAÇÕES;
- 3º lugar no GREMI/1982, com o poema EMBAIXADOR DO EU;
- Projeto Segunda Aberta – realização da Secretaria da Cultura de Goiás em parceria com o Instituto Goiano de Música e Dança e Associação dos Criadores musicais de Goiás ACRIM. Este projeto levara música e poesia aos bares da cidade de Goiânia, 1988;
- Projeto Poesia Circulante – Poemas com temas natalinos feitos adesivos, impressos em Silk-screen, e fixados no interior dos ônibus coletivos da frota urbana de Goiânia. Promoção da UBE-GO(Dezembro, 1992);
- 2º lugar no Concurso promovido pela Revista Oásis-Goiás, com o poema APOLOGÉTICA DO MEDO;
- Menção honrosa no Concurso Raimundo Corrêa – com o poema JANELA (Poema incluso na antologia Nova Poesia Brasileira, Vol. III, Shogun Editora);
- 1º Lugar no Concurso Gregório de Matos – com o poema EMENDA SUBSTITUTIVA DA COMISSÃO DE DIREITOS INDIVIDUAIS (incluso na Antologia Palavra descalça, 1986, Livraria e Editora Pena e Nanquim, Lageado-RS. (Poema vencedor entre 1544 trabalhos inscritos, tanto do Brasil quanto do exterior);
- Menção honrosa no VI Prêmio Scortecci de Poesia – com o poema SIGNIFICADO, 1987 (poema incluso na Antologia Lauréis, Vol. III, João Scortecci Editora);
- 5º lugar no concurso de poesia instituído pela Biblioteca Americano do Brasil – poema ITINERÁRIO, 1988;
- 3º lugar no 1º Fest Fala (Festival Iporaense de Poesia Falada) com o poema PALANQUE DE VIDRO, 1988.
terça-feira, 12 de março de 2019
VOLTANDO A FALAR DE SONHO
Igual carícia de vento
Pode ser lembrança vivida
Ou coisas que invento.
Quando meu coração
Acorda sorrindo
E diz que nada aconteceu
Sei que está mentindo.
Sabemos que segredos revelados em sono
Nem sempre são bem comportados
Preferível coração continuar mentindo
Do que poeta ficar mal falado.
terça-feira, 5 de março de 2019
SESSENTANEIDADE
Em mais um fevereiro fugaz.
Lembro-me que nos fevereiros
Da minha longínqua infância
Os corcéis passavam numa vagareza madorrenta
Trotando os dias
Em tardes sonolentas.
Agora não,
Eles passam lépidos
E mal chegam e já os vejo
Pelas costas,
Deixando no ar uma poeira
Com cheiro de transitoriedade.
Mas estou feliz,
Aliás, muito feliz, porque
Não obstante a pecha
De me tornar um sexagenário,
Cumpro com virilidade
A rotina das expectações
Da maturidade.
Hoje posso dizer
Que me encontro pleno.
Inteiro em minhas metades somadas
Como meta da idade
Na plenitude da maturidade.
Se eu me encontrasse
Comigo mesmo
Antes do momento da sobriedade
Com certeza não faria justiça
À outonal idade.
Que bom estar assim
Sem obrigações de cumprir metas
E estatísticas
Apenas para satisfação alheia.
Agora posso transitar nas limitações reais da minha hominidade
Sem o peso das cobranças
Da vil sociedade.
Julgo-me liberto da opressão
Completamente desapegado
Da farsa da perfeição.
Que delícia
É estar assim
Atado às asas de um beija-flor
E ter sobre os ombros
Apenas o peso da primavera
E a capacidade de voar
Como um condor.
Se a poesia me habilita
A uma medium/imunidade
Sinto muito pelos niilistas
Que são tristes e desdenham
Da juvenil efervescência
Possível na "terceira idade".
sábado, 20 de outubro de 2018
POEMAS AVULSOS
Quando escrevo
Falo para outrem
Ou talvez fale para mim,
Não sei.
Estou pensando em você,
Mas também em mim.
Crepuscular
E pensei, por que não homenagear?
Meu desejo é que este poema
Atravesse a nuvem desta primavera
De saudades
E diga-lhe que este poeta
Tem em si a alma encantada.
Meu maior desejo
E ver você inteira mente nua.
terça-feira, 2 de outubro de 2018
INSÓLITA MENTE
De matérias diáfanas
Diluídas no etéreo universo
Das subjetividades.
Mistura de desejos e lembranças
Soma de sentimentos
Imensos que cabem numa fresta da mente
E mesmo pueris são intensos e não mentem.
Quando sonho
Sou passageiro do onírico
E me faço refém da fantasia
Na vivência das loucuras desejadas.
E não consigo fugir de mim.
Na leveza incólume dos sonhos
Meus pensamentos
Se movem em avalanche
Por caminhos impensáveis
Nos (d)efeitos da sobriedade.
Em ruidoso silêncio
De minhas lúdicas emoções
Vou viajando paisagens proibidas
Fazendo vernissages
Com aquarelas coloridas
Tingindo com cores vivas
Mas saibas que quando viajo
Não vou só
Para que vejam tudo que vejo
Quando estou contigo.
Ah, esses loucos desvarios
Construídos com rico enredo
Da saudade de delícias memoráveis.
E se até meus pensamentos impensáveis
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
CAMINHADA
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
POEMA SOBRE LONJURAS INIMAGINAVEIS
Voo nas asas que invento
E se
A favor estiver o vento
Cometo loucuras que sem asas
Não me atrevo.
Enquanto estou voando
Sou menino travesso
Passageiro de aventuras
Como se tivesse sonhando.
Quando a lógica sai dos trilhos
E o roteiro vira improviso
Faço prévias sem aviso
Sem amarras e empecilhos.
Totalmente dono de mim
No voo da poesia eu sou rei
Faço festa com fogo e festim
De um jeito que nem eu sei.
Sou poeta, sim senhora,
Mas também sou pessoa normal
Pênsil mastro no píncaro do andor
Âncora cravada no fundo abismal.
Se quiseres me amar assim
Sendo eu tão plural
Seja meu pomar, sejas meu jardim
Seja brisa e temporal.
Amo andar nu, completamente,
Numa praia sem censura
Sem pressa, sem medo, livremente,
Colhendo encantos, delírios e aventuras.
Sou a favor do amor livre,
Livre do assombro do espelho
Quando olhamos e vemos o que somos
Sem a maquiagem da hipocrisia
Voo nas asas que invento
E se
A favor estiver o vento
Cometo loucuras que sem asas
Não me atrevo.
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Borboleta esculpida em veludo. Asas e mistérios na silhueta bipartida. Uno corpo e mil segredos mimetizados nas peludas paredes do Casulo...
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Não tenho vocação para Sísifo. Pesa-me o ato De amarrar os sapatos todos os dias E caminhar rumo ao osso ofício, Na mesmice de constr...
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