Quem sou eu

Minha foto
Aparecida de Goiânia, Goiás, Brazil
Escritor, poeta, membro da ACADEMIA APARECIDENSE DE LETRAS e UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES EM GOIÁS.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Presidente ou Presidenta ?

É interessante para acabar com a polêmica de "Presidente ou Presidenta"
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...   Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto,
a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
(Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná)






Em português, o partícipio presente (ou ativo) geralmente tem função de adjetivo ou de substativo. Usualmente é formado com as terminações -ante, -ente e -inte (pipocante, presidente, constituinte). No entanto, a maioria dos gramáticos considera que não existe mais particípio presente no português contemporâneo, sendo tais palavras substantivos ou adjetivos, apesar de a formação de derivados com nte ter grande vitalidade, criando palavras tais como "dançante", "cantante", "titubeante", "ziguezagueante", "ululante" e "assinante", entre várias outras. Outras palavras também terminadas em -nte (amante, cadente, seguinte) são derivadas do particípio presente latino.

Na gramática particípio é uma forma nominal de um verbo que tem várias funções, pondendo funcionar como um substantivo, adjetivo, advérbio e também pode ser utilizada na construção de frases compostas.
Linguísticamente, a língua portuguesa apresenta dois particípios: o particípio passado (terminações -ado e -ido) e o particípio presente (terminações -ante, -ente e -inte). No entanto, a maioria dos gramáticos considera que existe apenas um particípio no português, o particípio passado. O gerúndio da língua portuguesa também pode desempenhar funções semelhantes a um particípio presente.
Em português, um particípio utiliza-se sempre em conjunto com um verbo auxiliar que pode ser o ser, estar, ter ou haver.

Exemplos:
Eu já tinha entregado o meu trabalho quando descobri o erro.
O meu trabalho foi entregue ontem.
Obrigado por ter aceitado o nosso convite.
O convite foi aceite com todo o prazer.
Eu já houvera pagado quando me exigiram novo pagamento.
O bilhete estava pago quando me exigiram novo pagamento.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Participio

 

terça-feira, 10 de maio de 2011

ACADEMIA APARECIDENSE DE LETRAS

A Academia Aparecidense de Letras, em assembleia geral extraordinária, ocorrida em  30.04.2011 deliberou sobre a proposta de admissão de novos acadêmicos e eleição da diretoria executiva e conselho fiscal para o biênio 2011/2012. A nova diretoria ficou assim definida:

Academia Aparecidense de Letras

Composição da Diretoria Executiva - Biênio 2011 - 2013

Presidente: José Donizete Fraga
Vice-Presidente: Renato Gonçalves Rodrigues
1º Secretário: Almáquio Bastos Filho
2º Secretária: Carmem Irene Pantaroto
1º Diretor Financeiro: Cláudio de Castro
2º Diretor Financeiro: Jair Pereira de Godoy
Diretora de Publicações: Lílian de Castro
Diretor de Eventos: José Márcio Cabral

Conselho Fiscal:
Emídio Silva Falcão Brasileiro
Alcides Ribeiro Filho
Mauricélio Batista Cintra

Suplentes:
Itamar Pires Ribeiro
Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassu
Ricarte Rodrigues Pereira

Comissões:

Conselho Editorial da Revista da Academia
Presidente: Cecília Mello
Membros: Luiz Antônio Signates Freitas
Itamar Pires Ribeiro
Luiz de Aquino Alves Neto

Comissão de Assuntos Jurídicos
Presidente: Gildeneide dos Passos Freire
Membros: Renato Gonçalves Rodrigues
Waldire Laureano Batista

Comissão de Análise Bibliográfica
Presidente: Almáquio Bastos Filho
Membros: Rafael Ferreira de Albuquerque
Luciana Catarina Aranha de Castro


ACADEMIA APARECIDENSE DE LETRAS

COMPOSIÇÃO

Cadeira nº 01: Cláudio de Castro
Patrono: Carmo Bernardes da Costa
Sítio: www.claudiodecastro.blogspot.com

Cadeira nº 02: Itamar Pires Ribeiro
Patrono: Afonso Félix de Sousa

Cadeira nº 03: Luciana Catarina Aranha de Castro
Patrono: Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cora Coralina)

Cadeira nº 04: Almáquio Bastos Filho
Patrono: Pio Vargas Abadio Rodrigues
Sítio: http://www.almaquiobastos.blogspot.com/

Cadeira nº 05: Renato Gonçalves Rodrigues
Patrono: José Jacinto Veiga

Cadeira nº 06: João de Castro Neto
Patrono: Eli Ribeiro Brasiliense

Cadeira nº 07: José Donizete Fraga
Patrono: Bernardo Élis Fleury de Campos Curado
Sítio: http://fragaeverbo.zip.net

Cadeira nº 08: Luiz Antônio Signates Freitas
Patrono: Vitorino Freitas

Cadeira nº 09: Fabrício Gomes de Almeida
Patrono: Luiz Palacin Gómez

Cadeira nº 10: Marislei de Sousa Espíndula Brasileiro
Patrono: Florence Nightingale

Cadeira nº 11: Cristiane Lisita Passos
Patrono: Ciro Lisita

Cadeira nº 12: Emídio Silva Falcão Brasileiro
Patrono: Hippolyte Léon Denizard Rivail (Alan Kardec)

Cadeira nº 13: Roberto Wilson Torres de Meneses
Patrono: Manuel Antônio Álvares de Azevedo

Cadeira nº 14: Carmem Irene Pantaroto
Patrono: Braz José Coelho

Cadeira nº 15: José Márcio Cabral
Patrono: Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo

Cadeira nº 16: Gildeneide dos Passos Freire
Patrono: Hanna Arendt

Cadeira nº 17: Jair Pereira de Godoy
Patrono: Marieta Teles Machado

Cadeira nº 18: Ironita Pereira Mota
Patrono: Hugo de Carvalho Ramos
Sítio: http://bangaldasletras.blogspot.com/

Cadeira nº 19: Alcides Ribeiro Filho
Patrono: Alfredo Nasser

Cadeira nº 20: Mauricélio Batista Cintra
Patrono: Érico Lopes Veríssimo

Cadeira nº 21: Isac Cardozo de Santana
Patrono: Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho

Cadeira nº 22: Rafael Ferreira de Albuquerque
Patrono: Marcus Vinícius de Moraes

Cadeira nº 23: Alex Cunha de Sousa
Patrono: Sérgio Buarque de Holanda

Cadeira nº 24: Antonieta Ribeiro de Sousa Neves
Patrono: Rosarita Fleury

Cadeira nº 25: Deurides Luíza Santos Lemes
Patrono: João Cabral de Melo Neto

Cadeira nº 26: Cleomar Barros de Oliveira
Patrono: Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti

Cadeira nº 27: Wanessa Maíra Santos da Silva
Patrono: Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Cadeira nº 28: Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassu
Patrono: Mário Raul de Moraes Andrade

Cadeira nº 29: Ricarte Rodrigues Pereira
Patrono: José Martiniano de Alencar

Cadeira nº 30: Cecília Mello
Patrono: Fausto Rodrigues Valle

Cadeira nº 31: Vívian de Castro
Patrono: Paulo Reglus Neves Freire

Cadeira nº 32: Lílian de Castro
Patrono: Haia Pinkhasovna Lispector (Clarice Lispector)
Sítio: http://www.cerejandu.blogspot.com

Cadeira nº 33: Luiz de Aquino Alves Neto
Patrono: Leodegária de Jesus

Cadeira nº 34: Waldire Laureano Batista
Patrono : Jorge Leal Amado de Faria

Cadeira nº 35: Waldemar Rego Junior
Patrono : Joaquim Maria Machado de Assis
sítio: http://wwwwaldemarregoescritor.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MÃE É, SOBRETUDO, MÃE.

Quando me proponho fazer poema para as mães
Recorro ao canteiro da língua materna a fim de colher
Palavras que traduzam o sublime e cantem o amor.

Escolho adjetivos delicados, doces substantivos e
Teço versos de fino labor.
Entendo que poemas dedicados às mães
Dispensam vocábulos rudes, tristes, amargos...
Vocábulos que invocam tristeza e rancor.

Com o tempo aprendemos que “não” de mãe
Significa “sim” para o bem,
Ainda que, quando dito, provoque lágrimas, revolta e incompreensão.

Mãe sabe quanto tempo dura uma noite ao lado de um filho que arde em febre,
Tempo em que seus os olhos cansados permanecem atentos, velando,
Ainda que cheios de lágrimas.
Mãe sabe com quantos minutos se faz uma eternidade
Quando se espera um filho voltar para casa, tarde da noite, trazendo com ele
A certeza de que “está tudo bem”.

Por isso, poesia sobre mãe é mais que deleite,
É também responsabilidade e privilégio, principalmente de filhos
Que se submetem ao doloroso, mas necessário, processo de reflexão.

Somente com o tempo se compreende que amor de mãe não tem paralelos.
Compreende-se que sabedoria materna não se adquire em livros ou em palestras de auto-ajuda e
Entende-se que amor rima com dor.

Entretanto,

Como é difícil para os filhos assimilarem tantas lições ditas sem palavras e
Depreenderem mensagens de amor e sabedoria entrelaçadas aos gestos e olhares simples
De mães que não dominam a gramática e tropeçam na concordância,
Mães que nada sabem sobre a tecnologia dos Smartphones,
Mães que não tem e-mail e não sabem para que servem blogs e sites de relacionamento,
Mas
Carregam, na alma, conhecimentos capazes de fazer diferença fora do mundo virtual,
Quando se torna necessário enfrentar a realidade, cara a cara,
Sem os recursos da fuga cibernética.

Somente o amor é capaz de unir universos tão diferentes.

Com o passar do tempo,
(Ah! o tempo.)
Quando nossas mãos não mais precisam de apoio, mas apoiam aquelas que, agora cansadas, outrora nos apoiaram, percebemos, em sua inteireza, que mãe é, sobretudo, mãe.
 
Domingo, 8 de maio de 2011