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Aparecida de Goiânia, Goiás, Brazil
Escritor, poeta, membro da ACADEMIA APARECIDENSE DE LETRAS e UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES EM GOIÁS.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PÊSSEGO



Manoel de Barros
Proust
Só de ouvir a voz de Albertine entrava em orgasmo. Se diz que:
O olhar de voyeur tem condições de phalo (possui o que vê).
Mas é pelo tato
Que a Ponte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo.
O tato é mais que o ver
É mais que o ouvir
É mais que o cheirar.
É pelo beijo que o amor se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme da alma grita.
E se abre docemente
Como um pêssego de Deus.


OBS: “Ella” é uma escultura de 12 metros feita com pêssegos como parte de uma campanha promocional de um fabricante de produtos para pele da Austrália. (foto) http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.netfrases.com/wp-content/uploads/2008/09/ella.jpg&imgrefurl=http://www.netfrases.com/escultura-gigante-de-uma-mulher-feita-de-pessegos.html&usg=__VTozDCmGBzG6ZMQjU_QWnVywC8A=&h=279&w=500&sz=27&hl=pt-BR&start=229&sig2=uL7R3tzWDM6rNPMeiDxiYg&tbnid=c7CaZLGYHYVEyM:&tbnh=73&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dpessegos%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D220&ei=0wLmSqLEBYu0tgfJhN3LCA

CASSETADA POÉTICA



Tenho aprendido muitas coisas com o silêncio, inclusive domar palavras. Quando me recolho, percebo que, pouco a pouco, os sons vão se diluindo, diluindo, até restarem somente aqueles que são imperceptíveis no caos da normalidade. É aí que surgem as palavras que precisam ser domadas. Elas surgem do nada, lambuzadas de significados equivocados, arrogantes. A primeira coisa que faço é despi-las, retirar aquela roupagem manchada, cheia de nódoas e mágoas, para depois lavá-las. Torná-las isentas. Não é fácil, muitas se rebelam e não aceitam o tratamento. Semanticamente, já estão tão contaminadas de tal forma que o significado original não lhes cabem. Nesse caso, melhor deixá-las assim mesmo, travestidas.
Foi em num desses meus recolhimentos que levei uma surra. O caos da normalidade estava me impedindo de perceber que amar é sentimento, mas, também é atitude. A cacetada, ou melhor, a Paulada, veio neste poema de Paulo Leminsk:



objeto
do meu mais desesperado desejo
não seja aquilo
por quem ardo e não vejo


seja estrela que me beija
oriente que me reja
azul amor beleza



faça qualquer coisa
mas pelo amor de deus
ou de nós dois
seja

sábado, 10 de outubro de 2009

CICLO DO NADA



Não tenho vocação para Sísifo.

Pesa-me o ato
De amarrar os sapatos todos os dias
E caminhar rumo ao osso ofício,
Na mesmice de construir escombros.
Animal marcado para morrer,
O matadouro me espera. Sou
O boi resignado no curral
Da angústia.
Observo o passar dos anos:
Numerados e inférteis,
Me convocam à sepultura.
Como conter este ruído
De paredes desabando dentro de mim?
Na contramão dos dias
Viajo e,
De tanto aprender não ser,
Desaprendi saber quem sou.
De fora, quem me olha,
Vê fácil a construção do sorriso.
Porém nada tenho nos bolsos,
Senão o rascunho de uma vida
Com DeFeiToS especiais.


O que mantém na luta é o luto:
Absoluto pudor frente à morte.


Todas as manhãs,
Amarro meus sapatos
E caminho sem caminho
Meu destino tão vulgar.
No ônibus lotado, sinto o odor
Da sociedade (Quem não anda de ônibus
Não sabe o que é coletividade).
Passageiro, visto a paisagem
Com meus olhos: telhas sujas de tempo,
Muros visitados por grafiteiros,
Lixo remexido
Por mãos infames
De quem padece fome.
Meu osso-ofício roído é ruína.
Quero rasgar minha certidão de nascimento
E me esconder de novo
Na barriga de minha mãe.
Eu, aquém de mim mesmo,
Nunca me libertei do assombro
De não ter um passado no futuro.
Se há uma forma de interromper
O ciclo do nada,
Onde o fio da meada?
Nascido na véspera do futuro,
De que me adianta o brilho
Néon do engano
Se não consigo evitar a calvície
De meus sonhos?
Das cavernas,
A angústia me consome.
Da pedra lascada
À Internet,
Nada mudou.
Nos cromossomos
Somos os mesmos:
Pânico diluído nos gens.
Se a cabala fala,
O que me cala é o medo
Que meço a polegadas
No tic-tac de meus dias.
Intriga-me
O ciclo,
Pois sei que neste exato momento,
Em algum lugar,
Alguma coisa acontece:
Alguém está nascendo,
Alguém está morrendo,
Alguém está sendo assaltado,
Alguém está se masturbando,
Alguém está tendo um orgasmo,
Alguém está assistindo televisão,
Alguém está ouvindo música,
Alguém está passando fome,
Alguém está se suicidando,
Alguém está sendo abortado,
Alguém está sendo abandonado,
Alguém em algum lugar está...
E tudo enquanto você lê este poema,
Que não resolve em nada
A construção do mundo,
Mas não anula
A alegria da borboleta
Na ornamentação
Do amanhã que jamais verá.
E eu estou aqui,
Dentro deste planeta
Que, de alguma forma,
Está dentro de mim.
Ou é o contrário?



BASTOS, Almáquio. Ciclo do Nada, Ed. Do autor. Goiânia: 1996 p. 45



Este poema conquistou o 1º lugar no II Concurso Nacional Região de Iporá de Conto e Poesia, uma promoção da Prefeitura de Iporá, Faculdade de Ciências e Letras de Iporá, com apoio da UBE-Goiás e da Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira.

Conquistou também o 2º lugar no 1º Concurso de Poesia Pero Wilson – Março de 1996.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A SUBJETIVIDADE RELACIONAL DA LEITURA DO LIVRO “CICLO DO NADA”


* Elcilene Gomes Moreira

BASTOS, Almáquio.Ciclo da Nada. Goiânia: 1996. ed. do autor.





Ciclo do Nada é um livro de poemas composto por duas partes, “Estação estéril” e “Estação do Cio”. Existe coerência e correspondência nas partes, embora ocorra “tipos diferentes” de poesia.


Na primeira parte, percebe-se um texto pleno de denúncia social, preocupação com o ciclo que rege a vida, com o esfacelamento e coisificaçao do “eu”. E na segunda,vemos uma poesia que valoriza o erotismo, aquele que é livre, não tem censuras, sem ser vulgar.


As estratégias textuais para esses poemas são percebidas por meio dos títulos que são sugestivos, segundo Salvatore D’ Onofrio, o “ primeiro contato que temos com um poema escrito é a visão de sua configuração gráfica; apresentas-se com uma feição plástica, um todo orgânico, composto de uma cabeça e de vários membros. A cabeça é o titulo, que engloba espacialmente as demais partes do poema, por estar por cima e numa posição de destaque.”(2001, p. 07)


Poemas como “Declaração”, “Ciclo do Nada”, “Ciclo do Sexo”, “Triângulo da bermuda” e “Metamorfose”, tem em seus títulos a indicação do assunto, bem como a construção sintática e gráfica indicam as possibilidade semânticas.


A disposição do verso causa, também, o efeito de sentido: nos verso a seguir temos uma construção, que fornece-nos as várias possibilidades de forma e de sugestão interpretativa que a(s) palavra(s) pode(m) ter:


(...)


No tanque,


d i s


      t r a i d a


                m e n t e,


ela lava roupas:


             saia curtinha


             pernas roliças


            vento brincalhão.
                  (...)
(Sonho erótico, p. 73)


Essas estratégias vão nortear toda a criação do Ciclo do Nada. Os seu verso é livre, assim como a sua expressão. Toda a composição é coesa. A capa, por exemplo, é bastante sugestiva. Há o jogo das cores vermelha, amarela, verde e preta formando uma imagem surreal, onírica, que ao mesmo tempo parece com um corpo humano, apresenta ser um monstro, o caos. Poderia ser interpretada como a idéia do ciclo do nada nas artes plásticas.


A inquietude do eu-lírico do poema “ciclo do nada” (mesmo titulo do livro) começa com um verso de forte expressividade: “Não tenho vocação para Sísifo”. Essa negativa nos confronta sobre que sentido tem em repetirmos todos os dias os mesmos atos, seqüência em que a legitimidade das atitudes tem seu significado diluído pela aparente superficialidade das coisas. Esse tema permeia todo o livro, bem como o erótico como no poema “ciclo do sexo” que expressa as relações entre o homem e a mulher, suas “causas e conseqüências”.


Há um universo em cada um de nós, por isso, acabamos por construir a concepção de que a vida acontece a partir de nossa subjetividade, e que o finito só se torna realidade quando nos confrontamos com o outro. Ora, esse “outro” pode ser concebido como outro Ser Humano, ou a Morte, ou o Tempo.


E é no momento da sensibilidade do poetar ou do sentir a poesia que podemos levantar, encontrar e dar sentido a questões que antes não tinham relevância. A insatisfação perante a vida, a fragmentação do ser, fatos simples do dia-a-dia, que não atribuímos o seu real valor são reflexos da nossa passividade como sujeitos no mundo, e revelam a impotência diante do Tempo e do Sistema que nos devora.


Chama, também, a atenção da procura incessante da forma “pura”, isto é, aquela que tínhamos na segurança do ventre materno; ma metáfora de que nunca somos os mesmos desde o momento no qual somos gerados, de que o relógio não pára, e que o homem pouco evoluiu:


“Da pedra lascada à Internet,


Nada mudou.


Nos cromossomos


Somos os mesmos:


Pânico diluído nos gens.”


(Ciclo do Nada, p. 45)


Do que adianta todos os dias seguirmos a nossa rotina, nos adaptarmos ao calendário, nos conformarmos com os feriados e finais de semanas, se não tivermos a consciência de nós mesmos. E, assim, ficamos sem perceber a mazelas e (in)coerências que nos circundam de maneira tal que não podemos, se não mudarmos o mundo, pelo menos tentarmos transformar o que existe em nosso interior.


A angústia da coisificação do sujeito é um dos temas recorrentes no Ciclo do Nada. O engano de que somos seres autônomos é desvelado:


“Somos milhões de “ninguéns”
náufragos do sonho varonil,
milhões de filhos da fruta
que não vingou.


Na espera da ração,
O que nos difere na fila?
Além da farsa, tudo é vão.
Catalogados,
somos apenas o consenso no Censo:
um número no formulário,
um código no computador,
um título de eleitor.”


(Cacos do descaso: panfleto anarquista, p.23)


A poesia neste poema, denuncia, com um “grito rouco”, o sistema sócio-politico-econômico. Há uma não-conformidade com a configuração estabelecida. Se há algo que se pode fazer,


“Arrisco tecer um poema
InCeNdiáRiO, mas,
Quando muito, faísco.”


Entretanto, é através dessa tentativa que essa “não-conformidade” produz efeito. Não calar a boca perante a hipocrisia dos puritanos, não deixar de sonhar, mesmo quando é nos impossível, deixar que o devaneio nos permita alçar vôos de desejos quiméricos realizáveis. Tudo parece um paradoxo, todavia, é possível que na realidade dos sentidos, do contato da pele, dos sentimentos eróticos, a vida encontre no ciclo do sexo o sentido para desconstruir o ciclo do nada:


MOMENTO I


O que falo
não é fala, é falo.
É o que entra em ti
sem abstração
e rompe limites
da umidade superficial.
É a busca
do aconchego uterino,
do visgo guardado
além do hímem
e do medo.
O falo de que falo,
Rígido volume viril,
às vezes, falha.
O sonho, não.
(p. 39)





MOMENTO II
 que falo
Não é falo, é fala:
Palavra.
Fórceps no cérebro
buscando o signo,
o símbolo, o selo
do sintagma.
Mágica volúpia
de tecer encantos.
E isto não cabe no corpo:
rompe o útero
a parede do quarto
o muro do quintal
e vira néon
no telhado do céu.
O que sai de mim
e entra em ti
nem sempre é sêmem.


( p. 41)


Essa relação intíma, porém, não se concretiza apenas no corpo. Há, além disso, a relação de idéias, pois é na conjugação dos sentidos e das idéias que pode haver, quem sabe, um ciclo virtuoso, do que se transforma em algo que tenha a irreverência de transgredir, se libertar, se (des)aprender, para serem sujeitos de metamorfoses conscientes que, carecidos de mudar, mudem; de falar, falem; de chorar, chorem; de amar, amem...


METAMORFOSE


Pela manhã,
no vestir a máscara do dia,
me transformo.
Nunca sou o que fui
e jamais decido com antecedência
o que serei.
(...)
Também posso ser água
que lambe rochas nas vertentes
e desvenda segredos
das fendas nos penhascos.


Ontem, fui orvalho.
Despertei com beijos úmidos:
as gramíneas abandonadas nas praças
os ciprestes boêmios
que dormem abraçados às cercas
e as damas-da-noite que perfumam
as madrugadas dos poetas.


Mas agora, ao vê-la assim,
vestida de seda tão leve,
não quero ser neve,
não quero ser jasmim.


Quero se abelha
que trabalha
ou vento sem pudor,
onde você, flor.


(Metamorfose, p.55)






Ora, segundo uma citação em o Ciclo do Nada, do filme “Sociedade dos poetas mortos”,

Poesia não se interpreta, nem se explica.
Não é coisa de livros velhos a ser decorada para exames:
ela está viva, é irreverente, é a chave da imortalidade,
é o que pode impeli-los
de levar uma vida de desespero
impotente e morrer sem ter sabido que viveram.


poesia pode ser sentimento, pode ser a realidade insensível transposta para a realidade sensível. Pode ver, dar significados polissêmicos que nos possibilitam perceber a essência dos seres. Não uma essência imaginada, mas percebida de tal maneira que tornamo-nos capazes de nos despir de quaisquer amarras do que não é liberdade, para nos prendermos, por vontade, àquilo que realmente tem e faz sentido. Não apenas na palavra, porém, com ela e através dela, podemos crer que, junto com o poetar, assim como fez nosso amigo Almáquio, abriremos trilhas por caminhos que, por vezes já foram trilhados, descobriremo-nos sem pudor, pois a vida, apesar de qualquer ciclo, está acima do nada.


Esse nada que se configura como o monstro que nos devora – assim como a capa do livro (óleo sobre tela do artista plástico Ivanor). O nada que nos torna reféns de nós mesmos faz-nos desacreditar que, mesmo com a existência inevitável do tempo que corrói e do Sistema que nos anula e aprisiona na simultaneidade da Vida, há uma criança que nasce, uma chuva que cai, um sorriso sincero, um poema que salva alguém do tédio, “a alegria da borboleta/na ornamentação/do amanhã que jamais verá”


A poesia é então, usando os versos do Almáquio, “questão de vida ou morte”. Pois, não basta apenas reconhecer a incompletude do ser, é necessário doar sentido, como disse Alfredo Bosi : “o Poeta é O doador de sentidos”. Dos sentidos, percebe-se que a complexidade do universo interior do homem vai além do signo. Entretanto, é através dele, o poeta, que nos é revelado os tesouros guardados nos recônditos do coração e da mente profícua de poetas como Mario de Sá-Carneiro, Álvares de Azevedo, Luis de Camões, Almáquio Bastos, Augusto dos Anjos...


Eu e o livro: a Subjetividade Relacional


Quando foi dada a proposta para que escolhêssemos um livro ‘qualquer”, confesso que poderia ter escolhido muitos outros. Porém, preferi fazer o trabalho com o livro Ciclo do Nada. Foram três riscos que corri. Primeiramente, porque era para escolher uma obra que não tínhamos lido. Logo, a natureza do que foi pedido já estava sendo alterada. Segundo, o livro teria que ser, de preferência, narrativo. Ciclo do nada é um livro de poemas. E terceiro, o autor é justamente um amigo da Faculdade de Letras, desafio que me aventurei aceitar.


Falar da minha relação com o livro é, também, revelar um pouco da minha relação com o autor.


Almáquio Bastos Filho é uma grande pessoa que conheci na universidade, em 2000. éramos colegas de Curso e sala de aula. Aquele homem sério, até então, não havia chamado a atenção. Entretanto, precisamos fazer trabalhos e apresentá-los juntos. E foi nesse intervalo que descobri no Almáquio, não apenas um aluno aplicado mas, um homem pleno de sonhos e ambições, sobretudo, um escritor.


A minha reação foi imediata: “ estou tendo o privilégio de estudar com um Poeta!”. Ciclo do Nada foi uma experiência de leitura inédita, posto que eu nunca tinha lido um livro de alguém que conhecia pessoalmente e de convivência. A minha atitude não poderia ser outra – de reverencia e admiração.


Foi interessante conhecer o Almáquio “cotidiano e tributável” e o outro Almáquio “libertário, lírico, desvelador”. Perceber nos “dois” a sensibilidade de um ser humano potencializada em uma obra de arte, acompanhada por sua simplicidade, sinceridade e simpatia.


Em seus versos me emocionei, me aventurei. Depois da experiência de leitura e releituras do Ciclo do nada, constatei que, por trás de rostos “comuns”, existem universos ocultos que se deixam conhecer, em partes, por meio da escrita e que, nesses universos revelados, clareiam-se abismos nos quais, insistentemente, estamos sem rumo, perdidos em nós mesmos, impedidos, quem sabe, do fluir daquilo que poderá ser o instrumento de libertação do outro.


Todavia, Almáquio presenteou-nos com sua singular arte de poetar. O seu lirismo invade nossas mentes, penetrando nos 'abissais” do nosso universo; resgatando o nosso olhar para o horizonte e nos norteando para termos novas perspectivas do que é o Ser. Por tudo isso e muito mais é que posso não falar do livro desse exímio escritor como realmente ele merece, visto que, a densidade dos seus versos deixa-me em silêncio para apenas sentir e abstrair o máximo que a minha sensibilidade pode alcançar. Se ele mesmo diz que é aprendiz de poeta, então eu sou uma que é aprendiz de leitura de poesia.

* Trabalho apresentado em pela, então acadêmica, Elcilene Gomes Moreira, na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás, Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, disciplina Português IV, cadeira do Profº. Dr. Agostinho Potenciano, em outubro de 2003.


Referências Bibliográficas:

BASTOS FILHO, Almáquio. Ciclo do Nada. Goiânia:edição do autor. ed. Pirineus, 1996.
BOSI. Alfredo.O ser e o tempo da poesia. 6ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BRANDÃO. Junito de Souza. Mitologia Grega. vol. I . 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1986.
D’ ONOFRIO, Salvatore. Teoria do Texto 2: teoria da lírica e do drama. 1ª ed. 3ª impressão. Ed. Ática, 2001.