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Aparecida de Goiânia, Goiás, Brazil
Escritor, poeta, membro da ACADEMIA APARECIDENSE DE LETRAS e UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES EM GOIÁS.

sábado, 9 de outubro de 2010

DEMA E A ARCA DE NOÉ

É assustadora a perversidade de algumas pessoas no que concerne à prática de crueldades, nos mais diversos níveis, quando exercitam a maldade de seus instintos tanto aos próprios semelhantes, quanto aos animais, nas mais estapafúrdias situações.

É, de igual modo, assustador pensar que essa índole má é característica tipicamente humana, o que nos leva a, tristemente, questionar: ser humano é ser cruel?
Todos os dias os jornais anunciam notícias de crimes contra a vida, praticados, na grande maioria dos casos, por motivos banais e, não raro, com requintes de crueldade.
Com a disseminação da desgraça chamada “crack”, mata-se muito por pouco, ao tempo em que as autoridades “competentes”, no refúgio de seus gabinetes com ar refrigerado e sofás confortáveis, ignoram solenemente a catástrofe que, todos os dias, faz vítimas em todos os segmentos sociais.
A crueldade humana não pouco nada nem ninguém. Atinge, indiscriminadamente, pessoas e animais.
Recentemente, Goiânia foi notícia nacional com o caso de uma égua abandonada, em via pública, para morrer de forma terrivelmente cruel. Sobre esse assunto, O Dr. Zacharias Calil publicou no Diário da Manhã (Edição de 02/09/2010) o artigo “Enfim, a égua foi sacrificada”, no qual diz: “A égua se encontrava maltratada e debilitada com as vísceras expostas como um metro do intestino, tamanho foi o esforço físico realizado. Ela estava sangrando e se debatendo, tendo de ser sacrificada pois não conseguiram um atendimento veterinário de urgência. O próprio profissional desabafou que em 25 anos de profissão nunca tinha presenciado um fato tão terrível como esse”.
O que leva uma pessoa, em tese, racional, a desenvolver capacidades tão nefastas? Com certeza as respostas não cabem em argumentos simplistas, mas, a indignação e o repúdio é responsabilidade de todos, de forma que, o sentimento do bem e da piedade, traduzidos, no mínimo em “denúncia”, resultem em alívio de sofrimento para uns e punições para outros.
Segundo o Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98 “È considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos.
A Delegacia Estadual do Meio ambiente, orquestrada pelo delegado de Polícia Civil, Dr. Luziano, desencadeou durante esta semana, pós eleição, a “Operação Arca de Noé”, visando coibir casos de maus tratos a animais. O Jornalismo da TV Serra Dourada acompanhou algumas equipes da SEMA e mostrou flagrantes de cortar o coração: equinos de “catadores de materiais recicláveis”, em situação de maus tratos em face da falta de alimentação e água, sendo que alguns desses animais, feridos e doentes, são obrigados a trabalhar sem condições ou então são abandonados à própria sorte, para a morte.
O delegado da DEMA prometeu dar continuidade à operação, buscando também coibir maus tratos e abandono de cães e outros animais.
A ação da Delegacia do Meio Ambiente é obrigação, mas merece os parabéns e deve ser contínua, de tal forma que seres indefesos e submissos não padeçam sob o jugo da crueldade irracional de pessoas sem um mínimo de misericórdia.

Almáquio Bastos – Escrivão Policial Civil e Escritor – Membro da UBE-GO.

Matéria publicada no site da Polícia Civil em 09/10/2010
http://www.policiacivil.go.gov.br/artigos/publicacao.php?publicacao=61979

Um comentário:

  1. É de tal forma horrível o que escreve (eu acredito) que não tenho capacidades de ler tudo
    quanto escreveu. Apenas aflorei a crueldade do tema.

    Eu escrevi o poema "Abandonados" !

    Maria luísa

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