Meus segredos, escondo-os na medula das palavras mimetizadas
entre sílabas tônicas e átonas que vem a tona enfileiradas em frases de efeitos
feitos de entre aspas e reticências. Nunca minto sobre o que sinto. Sempre sou
a favor da verdade, mesmo sabendo que me tira a liberdade. Quando digo que a
quero, não falo apenas pelo falo, mas pela palavra que lavra a verdade intrínseca
e risca o fósforo de incendeia a teia das ideias. Agora por exemplo, escrevo
seu nome no epicentro do pensamento como se a tinta jorrada nas abas da
imaginação pudesse acalmar o clamor da intenção. Quando meu desejo é escrito a
mão, o ato não mata minha vontade de você, mas engana minha necessidade de
escrever.

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